Como e onde o Estatístico pode ser essencial

DEMOGRAFIA (estudo das populações); ANTROPOLOGIA; SOCIOLOGIA.

· recenseamento: na contagem e compreensão de como é e como evolui a população sob quaisquer aspectos: sexo, idade, raça, escolaridade, fluxo migratório, nutrição, saúde, profissão, etc., no cálculo da taxa de mortalidade, natalidade, expectativa de vida;

· desenvolvendo modelos matemáticos para prever se uma população vai aumentar ou diminuir; fornecer informações que ajudam no planejamento urbano, etc.

ONDE: IBGE, SEADE, CEM, Instituto PÓLIS, SBPPC, ONU, OAB, FGV, Universidades…

MARKETING; PESQUISA DE OPINIÃO, SATISFAÇÃO, ELEITORAL; ENDO-MARKETING; RECURSOS HUMANOS.

· pesquisar qual é a chance do candidato em épocas de eleições; avaliar tendências dos eleitores

· saber qual a marca de refrigerante é a mais popular; ou de cerveja, de carro, de companhia aérea, etc.

· ajudar a decidir que tipo de modelo de carro deve ser lançado no mercado; ou de perfume, bolacha, sorvete, roupas, etc. Onde deve ser lançado; auxilia no lançamento de  campanhas publicitárias e avalia seu sucesso, etc.

· estudar qual é o melhor lugar da prateleira do supermercado onde um produto deve ser colocado para aumentar as vendas; qual o melhor local para se abrir uma franquia/loja; qual o público mais esperado para seu produto, etc.

· ajudar a entender os milhões de dados que uma empresa tem de seus clientes para desenvolver produtos novos, campanhas publicitárias, serviço de atendimento ao cliente, etc.

· pesquisar como vai a satisfação dos funcionários de uma empresa; ajudar a melhorar o relacionamento entre chefias e subordinados; tentar ajustar função e aptidão para aumentar a produção; analisar a evolução nos cargos e salários; identifica necessidade de treinamentos, etc.

· elaborar planos de previdência complementar e de fundos de pensão; avalia planos de saúde, etc.

ONDE: Institutos de pesquisa de mercado, opinião, eleitoral; quaisquer tipos de empresa/indústria, agência de publicidade, indústria, comércio, serviços, entretenimento, ONGs…

ECONOMIA; SEGURO; PREVIDÊNCIA.

Índice· desenvolver um produto bancário que dê mais lucro para o banco e para o aplicador; ou um tipo de seguro saúde que maximize os lucros da seguradora; ou formas de analisar dados de seguradoras para detectar sinais de fraudes; desenvolver modelos que minimizem o risco de créditos; desenvolver modelos de cobrança; acompanhamento de investimentos, análises de projeções contábeis, etc.

· entender e projetar resultados econômicos; ajudar a elaborar planos econômicos baseados em centenas/milhares de dados coletados de diversos setores; desenhar modelos matemáticos-estatísticos para prever o vai-e-vem do mercado de ações, minimizem riscos de aplicações financeiras, etc.

· prever a arrecadação de impostos, taxas e tributos com modelos que estudam o seu comportamento através dos tempos; dar subsídio à elaboração de políticas monetárias;

· avaliar diversos mercados e entidades existentes e seus impactos na vida do cidadão; avaliar o mercado de trabalho;

ONDE: IPEA, FIPE, FGV, SEADE, outros órgãos do governo, bancos, seguradoras, financeiras, universidades, indústrias, empresas de serviços, hospitais, centros de pesquisas…

SETOR PÚBLICO, ÁREAS ESTRATÉGICAS.

· analisar o trânsito e ajudar no planeja­mento estratégico da cidade; ou analisar o trá­fego de ligações telefônicas pelas centrais, de cliques por segundo na Internet, de tempo médio de um banho, número de acidentes de todo o tipo por idade, etc.

· analisar dados sobre poluição; número de raios que caem na cidade, onde e como; quantidade de chuva que caiu, etc.

· analisar a eficiência e eficácia de projetos públicos; satisfa­ção da população com o desempenho do governo; auxiliar nos nos projetos, planejamentos, etc.

· analisar dados sobre criminalidade, suicídios; auxiliar nas soluções dos diversos problemas do sistema judiciário; apoio na elaboração e estudo de leis; aplicação de métodos estatísticos no direito (jurimetria), etc.

· entender as oscilações nos níveis de emprego e desemprego; relacionar dados de causa e efeito, etc.

· desenvolver índices baseados em pesquisas de satisfação/ eficiência/ eficácia; análise de indicadores sociais, etc.

· análise de mercado que dependem de políticas públicas claras como o Setor de Turismo, Desenvolvimento Urbano, Educação, etc.

ONDE: Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, Sistema de Abasteciamento de Água e Esgoto, Sistema de Distribuição de Energia Elétrica / Gás / Combustíveis, Petrobrás, universidades, institutos e centros de pesquisas…

SAÚDE PÚBLICA E MEDICINA; PESQUISA CLÍNICA; BIOLOGIA; BIOESTATÍSTICA; PSICOLOGIA; PSIQUIATRIA.

· analisar o comportamento de epidemias, doenças, cáries, seus tratamentos e controles; desnutrição, etc.

· analisar milhões de células que um órgão tem; milhares de gens de um ser humano; GENOMA, etc.

· testar eficiência e eficácia de medicamen­tos, cosméticos, alimentos, sistemas de segurança e prevenção de acidentes, etc.

· ajudando a estabelecer níveis e padrões para testes clínicos e padrões/curvas que servirão como parâ­metros de 

comparação (idade vs. altura, por exemplo); planejar e realizar experimentos com grupos de controle, para avaliação de tratamentos; desenvolver estudos sobre a distribuição e incidência de doenças, etc.

ONDE: ANVISA, outras instituições públicas, Instituto Pasteur, Adolpho Lutz, Instituto Butantan, Hospi­tais, universidades, institutos de pesquisas clínicas, empresas farmacêuticas, de cosméticos, alimentícias, ONGS…

UNIVERSIDADES E INSTITUIÇÕES DE PESQUISAS.

· atuar como docente, dando aulas de muitas disciplinas relacionadas à Estatística (praticamente todos os cursos universitários têm aulas de estatística em nível básico).

· pesquisar e desenvolver novas metodologias de análise estatística para os mais variados problemas práticos e teóricos; interagir com pesquisadores do mundo todo; participar de congressos para assimilar novas técnicas

· assessorar pesquisadores de outras áreas, dar-lhes suporte científico para que consigam tomar decisões acertadas dentro da variabilidade intrínseca de cada problema, auxiliando-os na escolha da metodologia científica a ser adotada, no planejamento da pesquisa, na escolha qualificada dos dados, na análise das respostas, etc.

 ONDE: todas as escolas, universidades, centros de pesquisas acadêmicas, centro de pesquisas diversas públicas ou privadas…

 MÍDIA; ARTES; ESPORTES; LITERATURA; LINGUÍSTICA.

· comparar o aproveitamento dos atletas, acompanhar o desempenho progressivo, etc.

· analisar estilos literários, de pintura, escultura; atribuição de obra ao autor; lexologia, etc.

· analisar desempenho de diversos programas de televisão, rádio, jornais, revistas, etc.

ONDE: indústria de entretenimento em geral (cinema, rádio, TV, teatro…); meios de comunicação, universidades, centros de pesquisas, clubes desportivos; museus…

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA/PRIVADA, MISTAS, FILANTRÓPICAS; INDÚSTRIA, ENGENHARIA, AGRONOMIA, QUÍMICA, GEOLOGIA.

· auxiliar no combate às pragas na lavoura; desenvolvimento de produtos agrícolas;

· trabalhar com CEP (controle estatístico de processos); modelos de con­trole de qualidade dos produtos; modelos para regulagens de máquinas, calibração de instrumentos (metrologia); testes de conformidade e confiabilidade, etc.

· auxiliar na gestão de empresas; gestão ambiental; gestão de ONGs; padronização de bases de dados para facilitar a gestão

· analisar dados geológicos, hidrogeológicos, etc.

· auxiliar nos estudos de implantação de uma fábrica até a avaliação das necessidades de expansão industrial; na pesquisa e desenvolvimento de técnicas, produtos e equipamentos; nos testes de produtos; controle de  controle de estoques; na avaliação de desempenho das operações; nas análises de investimentos operacionais; nos estudos de produtividade; na previsão de acidentes de trabalho; no planejamento de manutenção de máquinas, etc.

ONDE: EMBRAPA, INMETRO, IPT, universidades, indústrias diversas, agrobusiness, empresas de serviços diversos, comércio, ONGs…

Remuneração

O estatí­stico não tem piso salarial estipulado. A entidade que deve lutar pela melhoria das condições de trabalho, seja salarial, seja no plano de carreira, é o sindicato. No nosso caso, o Sindicato dos Estatí­sticos de Brasília (SINEST) e o Sindicato dos Estatí­sticos do Municí­pio do Rio de Janeiro (SINDEST).

Não há nenhuma pesquisa formal realizada para analisar a remuneração praticada no Brasil para o estatí­stico (independentemente do nome do cargo ocupado).

O CONRE-3 tem realizado pequenas pesquisas informais e tem publicado para que os estatí­sticos possam usar como base de negociação, ou para se ter uma ideia do que encontrar no mercado de trabalho hoje.

Os valores seguem abaixo:

ESTÁGIO
R$ 850 a R$ 2.500 — dependendo da carga horária e cidade

JR – iní­cio de carreira
R$ 2.500 a R$ 3.500 — Rio de Janeiro
R$ 3.000 a R$ 4.500 — São Paulo
R$ 2.500 — nas demais cidades (Salvador)

PL – cargos intermediários / gerência de projetos
R$ 4.000 a R$ 8.000 — São Paulo, principalmente no segmento financeiro e indústria
R$ 4.000 a R$ 7.000 — São Paulo nos demais segmentos ou fora de São Paulo

SR – coordenação / diretoria / supervisão de áreas
R$ 6.000 a R$ 30.000 — São Paulo, principalmente no segmento financeiro e indústria
R$ 5.000 a R$ 14.000 — São Paulo nos demais segmentos ou fora de São Paulo
R$ 5.000 + benefí­cios — órgãos do governo (principalmente federal) – as melhores posições no Governo Federal remuneram entre R$ 10.000 e R$ 15.000

PROFISSIONAIS LIBERAIS

R$120/h a R$400/h de consultoria técnica em estatí­stica. O valor a ser cobrado deve levar em conta:

  1. o tempo do projeto (se for longo, reconsiderar para viabilizar a realização do projeto; se for curto, pode cobrar mais);
  2. complexidade do projeto (quanto mais expertise demandar, maior o valor/hora)
    o caráter de urgência (inclusão de taxa de urgência);
  3. qualidade e formato do material a ser trabalhado/analisado (dados já digitalizados? consistidos? amostra já fechada?);
  4. logí­stica do projeto (reuniões fora? acompanhamento/supervisão/coordenação de etapas?);
  5. possibilidade de haver continuidade (poderá equacionar para viabilizar novas medições/análises);
  6. precaver-se com um contrato que prevê retrabalho por erro/solicitação do cliente;
  7. formato final de entrega do projeto (mí­dias, formatos de arquivos, apresentação, publicação, etc);
  8. taxas e tributos (municipais, estaduais, federais)

Em Pesquisa Clí­nica, Centros de Bioequivalência ou outras áreas médicas, a consultoria estatí­stica começa em torno de R$ 120-150/h, chegando a R$ 400-500/h dependendo da complexidade da pesquisa.

Para dar aulas de Estatística, vale também pensar no trabalho que vai ter para preparar o material. Em geral, a hora-aula varia de R$ 75 a R$ 250.

Consulte também a TABELA DE HONORÁRIOS  sugerida pelo CONFE  aqui.

Fonte: CONRE3